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Alopecia é o termo médico usado para descrever a perda de cabelos ou pelos. Tipos de alopecia podem aparecer como queda intensa, afinamento progressivo, falhas arredondadas, recuo da linha frontal ou áreas em que os fios deixam de nascer. Também pode atingir a barba, as sobrancelhas, os cílios e outras regiões do corpo.
Embora seja frequentemente tratada como sinônimo de calvície, alopecia não é uma única doença. O nome reúne condições muito diferentes entre si. Algumas são temporárias e permitem recuperação completa. Outras são crônicas e precisam de controle contínuo. Também existem formas cicatriciais, capazes de destruir o folículo e causar perda permanente.
Por isso, identificar apenas que “o cabelo está caindo” não basta. O padrão da perda, a velocidade de evolução, o estado do couro cabeludo, os sintomas associados e o histórico de saúde ajudam a diferenciar os tipos de alopecia e a escolher o tratamento adequado.
Nesta página, você encontra uma visão geral das principais alopecias já abordadas no blog Capellux. Para se aprofundar, acesse os conteúdos específicos:
O que você vai encontrar neste artigo:
ToggleComo mencionamos, a alopecia significa perda de cabelo ou de pelos. A alteração pode ser localizada, quando aparece em uma ou mais áreas delimitadas, ou difusa, quando envolve todo o couro cabeludo. Também pode ter início rápido ou progredir lentamente durante meses ou anos.
Nem toda pessoa com alopecia percebe uma grande quantidade de cabelos no banho ou na escova. Na alopecia androgenética, por exemplo, o principal sinal costuma ser a miniaturização: os fios nascem progressivamente mais finos, curtos e claros, até que a região perde densidade. Já nos eflúvios, é mais comum haver aumento perceptível da queda em todo o couro cabeludo.
| O que é eflúvio? Eflúvio é o aumento da queda de fios provocado por uma alteração no ciclo capilar. No eflúvio telógeno, um número maior de folículos entra antecipadamente na fase de repouso (telógena), e a queda costuma se tornar perceptível cerca de dois a três meses depois do fator desencadeante, como febre, infecção, cirurgia, parto, emagrecimento rápido ou determinadas deficiências nutricionais. Já no eflúvio anágeno, a agressão ocorre enquanto o fio está em sua fase ativa de crescimento (anágena), interrompendo rapidamente sua formação. Por isso, a perda tende a começar em dias ou poucas semanas e pode ser mais intensa. É classicamente observado após quimioterapia e exposição a agentes que afetam as células de rápida divisão do folículo. Em ambos os casos, trata-se geralmente de uma alopecia não cicatricial: o folículo permanece presente e pode voltar a produzir fios quando a causa é removida ou controlada. |
📌Saiba mais sobre o eflúvio telógeno:
A alopecia também precisa ser diferenciada da quebra da haste. Alisamentos, descolorações, calor excessivo, atrito e outros danos podem partir os fios sem causar perda pela raiz. Em algumas pessoas, porém, quebra e alopecia acontecem ao mesmo tempo.
Uma das principais formas de classificar as alopecias considera se o folículo permanece preservado.
Nas alopecias não cicatriciais, o folículo continua presente, embora possa estar miniaturizado, inflamado ou temporariamente fora da fase de crescimento. Isso significa que ainda existe potencial de recuperação. Alopecia androgenética, alopecia areata e eflúvio telógeno pertencem a esse grupo. A alopecia por tração também pode ser não cicatricial em seus estágios iniciais.
Nas alopecias cicatriciais, uma inflamação ou agressão destrói estruturas permanentes do folículo, que são substituídas por tecido fibroso. Quando essa destruição se completa, o local deixa de produzir novos fios. O tratamento passa a ter como principal objetivo controlar a atividade da doença e impedir que outras áreas sejam atingidas.
Perda dos orifícios foliculares, pele lisa ou brilhante, vermelhidão ao redor dos fios, descamação aderida, pústulas, crostas, dor ou ardência são sinais que exigem avaliação dermatológica rápida.

A alopecia androgenética, popularmente chamada de calvície, é a forma mais comum de perda capilar progressiva. Ela ocorre em pessoas geneticamente predispostas e provoca a miniaturização dos folículos em áreas características do couro cabeludo.
Nos homens, costuma começar pelas entradas, pela região frontal ou pelo vértex, conhecido como “coroa”. Nas mulheres, é mais comum observar alargamento da risca central, redução do volume no topo da cabeça e preservação relativa da linha frontal.

A alopecia androgenética é crônica e pode começar ainda na juventude. Quanto mais cedo o tratamento é iniciado, maior tende a ser a quantidade de folículos ainda capazes de produzir fios mais espessos.
A apresentação nas mulheres possui características próprias. Entenda melhor no conteúdo sobre alopecia androgenética feminina.
Profissionais de saúde também podem consultar os protocolos personalizados para alopecia androgenética.
📌 Leia mais:
A alopecia areata é uma doença autoimune em que o sistema imunológico passa a atacar os folículos pilosos. A apresentação mais conhecida é o surgimento repentino de uma ou mais falhas arredondadas ou ovais, normalmente com pele lisa e sem cicatriz.
A doença pode atingir couro cabeludo, barba, sobrancelhas, cílios e pelos do corpo. Quando há perda de todos os cabelos do couro cabeludo, o quadro é chamado de alopecia total. Quando todos ou quase todos os pelos corporais são atingidos, recebe o nome de alopecia universal.

Como os folículos geralmente permanecem preservados, pode ocorrer repilação espontânea ou após o tratamento. Entretanto, a evolução é imprevisível: algumas pessoas apresentam um único episódio, enquanto outras têm recorrências ou formas mais extensas.
Alopecia por tração
A alopecia por tração é provocada pela força repetida sobre os fios e os folículos. Tranças apertadas, rabos de cavalo tensionados, coques firmes, extensões, apliques pesados e acessórios que puxam sempre a mesma região estão entre os principais fatores envolvidos.
No início, podem aparecer dor, sensibilidade, vermelhidão, pequenos relevos, fios quebrados e rarefação próxima à linha frontal ou às têmporas. Nessa fase, reduzir ou interromper a tração pode permitir recuperação.

Quando a tensão se mantém por muito tempo, a inflamação pode causar cicatrização e tornar a perda permanente.
Alopecia cicatricial é o nome dado a um grupo de doenças que destroem o folículo piloso.
Nas formas primárias, o processo inflamatório atinge diretamente estruturas do folículo. Nas formas secundárias, o dano pode resultar de queimaduras, infecções, radioterapia, traumas, tumores ou outras agressões.
Entre as alopecias cicatriciais primárias estão o líquen plano pilar, a alopecia frontal fibrosante, a alopecia cicatricial centrífuga central, a foliculite decalvante e a celulite dissecante do couro cabeludo.
Os sintomas variam. Algumas pessoas percebem apenas uma área de rarefação progressiva. Outras apresentam coceira, ardência, dor, descamação, crostas ou pústulas. Como o folículo destruído não volta a produzir cabelo, o diagnóstico precoce é decisivo.
A alopecia frontal fibrosante é uma forma de alopecia cicatricial que provoca recuo progressivo da linha de implantação dos cabelos, principalmente nas regiões frontal e temporal. A perda pode formar uma faixa relativamente regular, dando a impressão de que a testa está aumentando.

A redução das sobrancelhas pode surgir antes da alteração no couro cabeludo. Algumas pessoas também apresentam perda de pelos corporais, pápulas na face, vermelhidão ao redor dos folículos, coceira, dor ou ardência.
A condição é mais frequente em mulheres após a menopausa, mas também pode ocorrer em mulheres mais jovens e em homens. O tratamento busca interromper a inflamação e estabilizar a progressão. Os fios já perdidos em áreas completamente cicatrizadas geralmente não retornam.
A expressão alopecia feminina não corresponde a um diagnóstico único. Ela reúne diferentes causas de perda capilar em mulheres, como alopecia androgenética, eflúvio telógeno, alopecia areata, alopecia por tração e formas cicatriciais.
O padrão feminino pode ser influenciado por gestação, pós-parto, menopausa, alterações da tireoide, deficiência de ferro, dietas restritivas, medicamentos e doenças sistêmicas.
Isso não significa que toda mulher com queda precise realizar uma longa lista de exames. A investigação deve ser orientada pelo padrão da perda, pelos sinais clínicos e pelo histórico individual.
Existem tipos de alopecias raras que podem imitar condições mais comuns ou aparecer associadas a outras doenças.
Entre elas estão a síndrome de Graham-Little, a alopecia mucinosa e a queratose folicular espinulosa decalvante. Algumas provocam cicatrização permanente; outras podem estar relacionadas a doenças inflamatórias, genéticas ou sistêmicas.
Esses quadros podem exigir biópsia e avaliação conjunta com outras especialidades. Falhas acompanhadas de lesões de pele, descamação intensa, secreção, perda das sobrancelhas ou progressão incomum merecem investigação.
As causas dependem do tipo de alopecia.
Predisposição genética e resposta dos folículos aos andrógenos participam da alopecia androgenética. Mecanismos autoimunes estão presentes na alopecia areata. Tração mecânica repetida causa alopecia por tração. Nas alopecias cicatriciais, diferentes processos inflamatórios destroem o folículo.
Também podem ocorrer quedas difusas após:
Nessas situações, muitas vezes existe um eflúvio telógeno, que pode acontecer isoladamente ou revelar uma alopecia androgenética já existente.
O estresse físico ou emocional pode atuar como gatilho, especialmente no eflúvio telógeno e em algumas pessoas com alopecia areata. Entretanto, atribuir toda queda ao estresse sem examinar o couro cabeludo pode atrasar o diagnóstico de outra condição.
O diagnóstico começa pela história clínica. O dermatologista investiga quando a perda começou, se houve aumento da queda ou afinamento, quais áreas foram afetadas, se existem sintomas no couro cabeludo e quais medicamentos são utilizados.
Também são considerados acontecimentos anteriores ao início da queda, como doenças, cirurgias, parto, emagrecimento rápido, mudanças alimentares e períodos de estresse intenso.
O exame dermatológico avalia:
A tricoscopia amplia as estruturas do couro cabeludo e ajuda a diferenciar alopecia androgenética, alopecia areata, eflúvios e formas cicatriciais. Também pode orientar o local mais adequado para uma biópsia.
Exames de sangue são solicitados de maneira direcionada, conforme a suspeita. A biópsia pode ser necessária quando existe dúvida diagnóstica ou possibilidade de alopecia cicatricial. Se houver descamação e fios quebrados, exames para fungos também podem ser indicados.
Fotografias padronizadas, feitas com o mesmo penteado, iluminação, distância e posição, ajudam a acompanhar a evolução e a resposta ao tratamento.

A resposta depende da causa.
Por isso, falar em uma única “cura para alopecia” é incorreto. Cada forma possui evolução, prognóstico e tratamento próprios.
O tratamento depende do diagnóstico, da extensão da perda, da atividade da doença, da idade, das condições de saúde e das características de cada paciente.
Na alopecia androgenética, o minoxidil tópico é uma das opções mais utilizadas. Minoxidil oral, finasterida, dutasterida e espironolactona podem ser considerados em casos selecionados, sempre após avaliação de contraindicações e possíveis efeitos adversos.
Na alopecia areata, corticoides tópicos, intralesionais ou sistêmicos podem ser utilizados conforme a extensão. Imunoterapia tópica e inibidores de JAK são alternativas para determinados pacientes, especialmente nas formas moderadas ou graves.
As alopecias cicatriciais exigem controle da inflamação com medicamentos escolhidos de acordo com a doença. Corticoides, antibióticos, antimaláricos e outros imunomoduladores podem fazer parte do tratamento.
Na alopecia por tração, a medida principal é retirar a força exercida sobre os folículos. Inflamação, foliculite ou infecção associadas também precisam ser tratadas.
Suplementos só devem ser usados quando existe deficiência ou indicação clínica. Biotina, ferro, zinco e vitaminas não tratam, por si sós, alopecia androgenética, alopecia areata ou alopecia cicatricial.
Procedimentos como plasma rico em plaquetas (PRP), microagulhamento e transplante capilar podem ser considerados em situações específicas. O transplante redistribui unidades foliculares retiradas de uma área doadora limitada, mas não cria novos folículos nem controla uma doença ainda ativa.
A fotobiomodulação, também chamada de terapia com luz de baixa intensidade ou LEDterapia, utiliza luz em parâmetros não térmicos para modular processos celulares no couro cabeludo.
A melhor evidência clínica está concentrada na alopecia androgenética masculina e feminina. Estudos e revisões apontam melhora da densidade ou da espessura capilar em parte dos pacientes, com perfil favorável de tolerabilidade. A terapia pode ser utilizada isoladamente em situações selecionadas ou associada aos tratamentos convencionais.
A resposta, contudo, não é igual em todos os tipos de alopecia. A fotobiomodulação não corrige deficiência de ferro, não elimina fungos, não substitui o controle imunológico da alopecia areata e não recria folículos destruídos pela fibrose.
Nas alopecias cicatriciais, qualquer uso complementar deve ser decidido pelo dermatologista e nunca atrasar o tratamento da inflamação.
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Procure avaliação quando a queda persistir por várias semanas, houver redução visível de volume, alargamento da risca, entradas, falhas localizadas ou recuo da linha frontal.
A consulta deve ser antecipada se aparecerem:
Crianças, gestantes, pessoas com doenças crônicas e pacientes que utilizam medicamentos contínuos também precisam de orientação individual antes de iniciar qualquer tratamento.
Não. Calvície geralmente se refere à alopecia androgenética. Alopecia é um termo mais amplo, que inclui diferentes formas de perda de cabelos e pelos.
A maioria das alopecias não é contagiosa. Alopecia androgenética, areata, por tração e cicatricial não passam de uma pessoa para outra. Algumas infecções do couro cabeludo, entretanto, podem causar queda e ser transmissíveis, como tinea capitis e foliculite bacteriana.
Não. A hereditariedade tem grande importância na alopecia androgenética, mas doenças autoimunes, inflamação, infecções, medicamentos, tração e alterações do ciclo capilar também podem causar alopecia.
Depende. Nas formas não cicatriciais, o folículo permanece presente e pode voltar a produzir fios. Nas formas cicatriciais, áreas em que o folículo foi destruído não costumam apresentar repilação.
O estresse físico ou emocional pode desencadear um eflúvio telógeno e participar da evolução de algumas doenças. Entretanto, não deve ser considerado automaticamente a causa de toda queda de cabelo.
Vitaminas e minerais ajudam quando existe uma deficiência confirmada. Tomá-los sem necessidade não trata as principais alopecias e pode atrasar a investigação da causa real.
O dermatologista é o médico responsável pelo diagnóstico e pelo tratamento das doenças dos cabelos, dos pelos, das unhas e da pele.