Queda de cabelo por estresse? Saiba tudo

queda de cabelo por estresse

Você sabia que pode ter queda de cabelo por estresse? Isso é uma realidade!  E a queda pode tornar a vida ainda mais aflitiva levando a um agravamento do estado emocional piorando a saúde capilar. Um verdadeiro ciclo vicioso.

A ocorrência da queda de cabelo devido a quadros de estresse depende da propensão individual,  intensidade e duração do estresse, imunidade e alguns fatores coadjuvantes.

Conheça a relação entre estresse e queda de cabelo, fatores associados e como tratar esse problema.

Qual a relação entre estresse e queda de cabelo?

A queda de cabelo é considerada anormal apenas quando é superior a 50-100 fios por dia. Perdemos naturalmente essa quantia de fios que são substituídos por um novo. Em períodos de estresse intenso ou ainda moderado mas prolongado, os cabelos podem cair mais que o normal.

Sob estresse, os níveis sanguíneos de alguns hormônios sofrem alterações. Uma estrutura localizada pouco  acima dos rins,  a glândula supra renal, responsável pela produção de vários de nossos hormônios, inclusive a noradrenalina e cortisol, é ativada em períodos de risco ou perigo.

Para o organismo, o estresse é o mesmo que perigo. E nessas situações, as concentrações desses hormônios aumentam  e nosso sangue aos poucos deixa de fluir para estruturas menos vitais para alimentar melhor o cérebro, coração e pulmões.

A natureza sempre sabe o que faz. Se você está com problemas emocionais,  sofrendo com preocupações e tensões, seu cérebro trabalha mais, gasta mais energia e mais oxigênio. Precisa de mais sangue. Ou seja, até aqui está tudo certo.

O problema é que  os cabelos, que não são vitais, passam a receber menos nutrientes. E as células produtoras dos fios trabalham constantemente, têm uma alta taxa metabólica e precisam ser “alimentadas” continuamente. Quando passam a receber menos sangue, param de trabalhar e o cabelo, quando para de crescer, cai.

Eflúvio telógeno

O nome científico para queda de cabelo por estresse é eflúvio telógeno. É uma queda passageira ( porque quando passa o estresse, os cabelos crescem novamente ), as células do folículo não estão doentes, apenas param de trabalhar. Os fios que caem são maduros, crescidos, normais. Esse fio adulto se chama telógeno.

Perceba que é bem diferente da queda dos cabelos em que os fios vão enfraquecendo progressivamente durante os anos, crescem lentamente, são mais fracos e caem aos poucos, como é o caso da alopécia androgenética.

O estresse é classificado em:

  • Estresse crônico: situação de estresse contínuo relacionada a uma rotina aflitiva ou desgastante; duração de mais de 3 meses.
  • Estresse agudo: quando os sintomas decorrem devido a um momento ou fato estressante, tem duração de menos de um mês;
  • Estresse agudo episódico: semelhante ao agudo, mas desencadeado por um fenômeno que ocorre com frequência;
  • Estresse pós traumático: desencadeado por alguma situação extrema, como um acidente, diagnóstico de doença grave ou perda.

Queda de cabelo por estresse é reversível?

Todas as formas de estresse podem causar eflúvio e na maioria das vezes a recuperação é total.

A queda começa após cerca de três meses do início do estresse. É comum o paciente não relacionar a queda de cabelo com o estresse, porque já esqueceu do problema de 3 a 4 meses atrás.

Recuperação lenta dos fios

Infelizmente a recuperação dos fios também é lenta. O cabelo cresce 1 cm por mês mais ou menos.

Imagine uma pessoa com cabelos de 40cm que teve um eflúvio telógeno importante. Divórcio, filho indo mal na escola, dupla jornada, pandemia… Quando ela pega os cabelos, parece que perdeu metade dos fios.  Ou seja, vai levar 40 meses para os cabelos voltarem ao normal. E isso se a pandemia passar, se a jornada diminuir, se o filho for bem na escola e o marido entrar no eixo.

Que cuidados eu devo tomar?

Como dissemos, a queda de cabelo por estresse é passageira e se resolve. Mas às vezes o eflúvio se torna crônico e aí é um pouco mais complicado. Pode requerer meses de tratamento, pode ser o marcador do início da alopecia androgenética feminina e você precisará ser acompanhada por um dermatologista habituado a tratar cabelos.  

Outra situação que requer mais atenção é o eflúvio telógeno de repetição. Se você já teve um ou mais episódios da condição, deve prestar atenção nos sinais de alerta mais comuns do estresse que são:

  • enxaquecas;
  • palpitações cardíacas e hipertensão;
  • respiração ofegante;
  • dores musculares;
  • fadiga, mal-estar e esgotamento (físico e emocional);
  • tristeza;
  • problemas estomacais, como azia, gases e diarreia;
  • sudorese excessiva;
  • insônia ou outras alterações no sono;
  • tremores.

O que pode acentuar a queda de cabelo por estresse?

Outros fatores também podem acentuar o quadro de queda de cabelos por estresse como:

Alimentação inadequada

A alimentação é um aspecto central na saúde capilar. É a partir do consumo dos nutrientes adequados ( vitaminas, proteínas, oligoelementos) que o corpo terá um depósito apropriado e poderá direcionar substâncias aos folículos pilosos.

Entre os fatores que podem levar ao aumento do cortisol no organismo está uma alimentação pouco nutritiva, como aquela decorrente de dietas restritivas,  junk food ou fast food.

Dietas focadas no emagrecimento rápido são mais perigosas para o eflúvio telógeno. E com certeza envolvem o estresse de quem está querendo perder peso.

Sedentarismo

Os exercícios físicos são apontados como  aliados para um funcionamento metabólico adequado e diminuição do estresse.  Assim, um estilo de vida sedentário pode comprometer a saúde, incluindo a capilar.

Com a prática de exercícios a circulação sanguínea é incentivada, facilitando a chegada dos nutrientes ao couro cabeludo.

Dermatite seborreica

A dermatite seborreica é uma inflamação com descamação e coceira no couro cabeludo que costuma piorar com o estresse e agravar o quadro de queda.

Cigarro

O tabaco é um dos principais inimigos da saúde de acordo com uma série de estudos, podendo causar doenças cardíacas, respiratórias e, principalmente, redução da circulação de pequenos vasos como os que nutrem os cabelos.

Alopecia areata

A alopecia areata é o nome de outra forma de queda de cabelos por estresse. É diferente do eflúvio telógeno, mas como está muito relacionada ao estresse, precisamos citá-la.

Essa doença provoca a queda de cabelo em tufos , deixando algumas clareiras completamente sem fios no couro cabeludo. Pode ser uma única área, arredondada, pequena, algumas áreas chegando até à alopécia areata universal com a perda total dos cabelos.

A alopécia areata precisa ser acompanhada por um dermatologista experiente em queda de cabelos.

Destaca-se ainda que esse tipo de queda afeta também a barba, sobrancelhas, cílios e outras regiões do corpo.

Tratamentos para queda de cabelo por estresse

Os tratamentos podem conter um pouco a queda, mas não totalmente. A não ser que a pessoa comece a tratar bem no início.

Os tratamentos visam acelerar o processo de recuperação dos fios.  São eles, medicamentos orais como vitaminas, oligoelementos, aminoácidos, medicamentos tópicos, às vezes injetáveis e a LEDterapia.

LEDterapia

Uma opção moderna de tratamento é a LEDterapia. Essa modalidade de tratamento é amplamente citada na literatura científica, usada e prescrita por profissionais renomados do mundo todo. Vem se tornando uma forte tendência no tratamento das diversas formas de queda de cabelos.

A radiação NIR (660nm-850nm) da LEDterapia estimula as células da raiz do cabelo permitindo que o fio volte para a fase anágena que é a de crescimento. O tratamento também não deixa que os fios entrem na fase catágena e telógena, de atrofia e queda.

Uma das formas práticas e eficazes para realizar o tratamento com a LEDterapia é com o uso do Boné ou Capacete Capellux . Que são equipamentos unissex de uso domiciliar, que agem prolongando a vida dos fios.


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