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Sobre o autor

Dr. Álvaro Pereira (CRM – SP: 34.348)

Diretor Técnico da Cosmedical. Médico pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP); Doutorado em Cirurgia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo; Pós-doutorado no Brigham and Women’s Hospital – Harvard Medical School.

PRP para queda de cabelo foi liberado no Brasil? Entenda o que mudou em 2026

Em julho de 2026, uma nova resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM)1 modificou a regulamentação do plasma rico em plaquetas, conhecido como PRP, no Brasil. A notícia despertou dúvidas principalmente entre pessoas interessadas no uso do procedimento contra a alopecia (queda de cabelo).

Mas a resposta para a pergunta “o PRP capilar foi liberado?” exige uma distinção importante: as condições de uso variam conforme a profissão, a finalidade do procedimento e as normas de cada conselho profissional.

A Resolução do CFM nº 2.464/2026 não autorizou o uso médico do PRP para alopecia. Entretanto, o Conselho Federal de Enfermagem já reconhecia seu uso por enfermeiros devidamente habilitados em Estética, inclusive em procedimentos voltados à alopecia androgenética e a outros tipos de queda capilar. 

Fisioterapeutas, biomédicos e cirurgiões-dentistas também possuem regulamentações próprias, dentro dos limites de suas áreas de atuação.

O que você vai encontrar neste artigo:

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  • O que é plasma rico em plaquetas?
  • O que a Resolução nº 2.464/2026 autorizou?
  • Controvérsia entre conselhos profissionais
  • Qual é o papel da Anvisa na regulamentação do PRP?
  • Existem estudos sobre PRP para alopecia?
  • O que fazer diante da alopecia?
  • Perguntas frequentes sobre PRP e alopecia
    • O PRP para queda de cabelo foi liberado no Brasil em 2026?
    • Quem pode aplicar PRP para queda de cabelo?
    • Por que existe uma controvérsia entre os conselhos profissionais?
    • O PRP, no Brasil, pode ser produzido com sangue de outra pessoa (alogênico)?
    • A Anvisa aprovou o PRP para alopecia?
    • O PRP apresenta resultados contra a alopecia?
  • Referências bibliográficas
      • RECEBA OFERTAS E NOVIDADES DA CAPELLUX POR E-MAIL

O que é plasma rico em plaquetas?

O PRP, quando autólogo em vez de alogênico, é um produto obtido a partir do sangue do próprio paciente. Após a coleta, o material passa por centrifugação e separação de suas frações, resultando em um volume de plasma com concentração de plaquetas superior à encontrada normalmente no sangue.

As plaquetas participam da coagulação e armazenam substâncias bioativas como os fatores de crescimento, envolvidos em processos de reparo tecidual. Por isso, o PRP vem sendo estudado em diferentes áreas da saúde.

Separação dos componentes sanguíneos após centrifugação diferencial: o plasma pobre em plaquetas (PPP) permanece na porção superior, seguido pelo plasma rico em plaquetas (PRP), pela camada de leucócitos e pelos eritrócitos (hemácias), de maior densidade. A imagem também representa a ativação das plaquetas e a liberação das biomoléculas armazenadas em seus grânulos. (Fonte)

A composição final, porém, varia conforme o método de preparo, a concentração de plaquetas, a presença de leucócitos e eritrócitos (hemácias) e os parâmetros de centrifugação. Essas diferenças dificultam a padronização dos protocolos e a comparação direta entre os resultados dos estudos.

Já o PRP alogênico é um tipo de plasma rico em plaquetas feito com o sangue de um doador compatível. No Brasil, as normas de saúde até 2026 proíbem o uso do PRP alogênico em humanos, exceto em caso de pesquisas clínicas e protocolos experimentais controlados.

💡 Saiba mais no Blog Capellux:

  • Alopecia androgenética ou calvície androgenética: o que é e o que causa?
  • Entenda o ciclo do cabelo e suas fases de crescimento, repouso e de queda

O que a Resolução nº 2.464/2026 autorizou?

Ela regulamentou o PRP como procedimento médico adjuvante somente para quatro condições osteomusculares:

  • osteoartrite de joelho;
  • discopatia lombar;
  • epicondilite lateral do cotovelo;
  • reparo meniscal.

A norma determina expressamente que o produto utilizado pelo médico seja exclusivamente autólogo (proveniente do próprio paciente).

Controvérsia entre conselhos profissionais

O CFM regulamentou o PRP como ato médico e, assim, entrou em conflito com normas de outros conselhos. Cofen, Coffito, CFO e CFBM já reconhecem o uso de agregados plaquetários por profissionais habilitados, respectivamente, dentro dos limites da Enfermagem, Fisioterapia, Odontologia e Biomedicina Estética.

Em 29 de julho de 2026, o Cofen tomou a dianteira e acionou a Justiça para contestar os artigos da resolução que tratam o PRP como procedimento exclusivamente médico. O ajuizamento da ação, porém, não significa que essa prática tenha, de pronto, sido suspensa na área da Enfermagem.

Até o fechamento deste artigo, não havia sido localizada manifestação judicial ou nota oficial do Coffito ou do Conselho Federal de Odontologia contra a resolução do CFM. O impasse permanecerá sujeito à decisão judicial e a eventuais manifestações dos demais conselhos profissionais ao longo de 2026.

Qual é o papel da Anvisa na regulamentação do PRP?

A Anvisa não define quais doenças ou condições podem ser tratadas com PRP. A atuação da Agência concentra-se nas condições sanitárias de produção, manipulação e uso do produto. Entre as exigências estão:

  • estabelecimento de saúde regularizado;
  • avaliação clínica e laboratorial do paciente;
  • técnica asséptica;
  • prevenção de contaminação cruzada;
  • rastreabilidade do material;
  • registro das etapas de produção;
  • uso de insumos e equipamentos adequados;
  • monitoramento de eventos adversos.2

Funciona da seguinte forma: os conselhos de classe (como CFM, Cofen, COFFITO, CFBM) avaliam a eficácia do procedimento para autorizar seus profissionais, enquanto o Ministério da Saúde (por meio da Conitec) avalia a eficácia visando à incorporação ao Sistema Único de Saúde (SUS). 

Há também a atuação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) no que diz respeito à cobertura pelos planos de saúde.

Existem estudos sobre PRP para alopecia?

Sim. O PRP vem sendo estudado principalmente como recurso complementar para a alopecia androgenética. 

Uma revisão sistemática com meta-análise de ensaios clínicos randomizados3 demonstrou que o uso do plasma rico em plaquetas (PRP) pode ser eficaz no tratamento da alopecia androgenética, resultando em um aumento médio significativo da densidade capilar de 27,55 fios/cm² em pacientes tratados, em comparação ao grupo placebo. 

A ação terapêutica do PRP é atribuída à concentração e liberação de fatores de crescimento (como VEGF, IGF-1 e FGF), que estimulam a proliferação celular, promovem a formação de novos vasos sanguíneos (angiogênese) e prolongam a fase de crescimento (anágena) dos folículos capilares.

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  • Principais tratamentos para queda de cabelo: o que realmente funciona?
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O que fazer diante da alopecia?

A alopecia pode estar relacionada a fatores genéticos, alterações hormonais, deficiências nutricionais, doenças autoimunes, medicamentos, inflamações do couro cabeludo ou períodos de grande estresse fisiológico.

Antes de escolher um procedimento, é necessário identificar corretamente o tipo e suas possíveis causas. O PRP não substitui o diagnóstico nem deve ser apresentado como garantia de crescimento capilar.

Conheça os dispositivos Capellux e converse com o profissional responsável pelo seu tratamento sobre os recursos que podem integrar seu protocolo.

Perguntas frequentes sobre PRP e alopecia

O PRP para queda de cabelo foi liberado no Brasil em 2026?

Não pela Resolução CFM nº 2.464/2026. A norma autorizou o uso médico do PRP apenas para quatro condições osteomusculares. 

O Cofen, porém, já reconhecia sua utilização por enfermeiros habilitados em Estética para alopecia androgenética e queda capilar.

Quem pode aplicar PRP para queda de cabelo?

Até julho de 2026, o uso capilar é expressamente reconhecido pelo Cofen no âmbito da Enfermagem Estética. 

Outros conselhos regulamentam o PRP dentro de campos específicos, que não incluem o tratamento de alopecias.

Por que existe uma controvérsia entre os conselhos profissionais?

Porque Cofen, Coffito, CFO e CFBM já possuíam normas sobre o uso de agregados plaquetários por profissionais habilitados. 

Após a publicação da resolução do CFM, o Cofen acionou a Justiça para contestar os dispositivos que tratam o PRP como procedimento exclusivamente médico, o que tende a ser seguido pelos demais conselhos afetados.

O PRP, no Brasil, pode ser produzido com sangue de outra pessoa (alogênico)?

Não. O PRP utilizado nessas regulamentações deve ser autólogo, ou seja, produzido exclusivamente com o sangue do próprio paciente que receberá a aplicação.

A Anvisa aprovou o PRP para alopecia?

A Anvisa não define as indicações clínicas do PRP. Sua atuação se concentra nas condições sanitárias de coleta, processamento, manipulação, rastreabilidade e aplicação do produto.

O PRP apresenta resultados contra a alopecia?

Estudos indicam resultados promissores principalmente na alopecia androgenética, incluindo aumento da densidade capilar. 

Entretanto, os protocolos ainda variam e o procedimento não substitui o diagnóstico da causa da queda nem oferece garantia de crescimento dos cabelos.

Referências bibliográficas

  1. CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA (Brasil). Resolução CFM nº 2.464, de 2 de julho de 2026. Regulamenta o uso de plasma rico em plaquetas como procedimento médico adjuvante no tratamento de condições osteomusculares específicas e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, edição 131, seção 1, p. 70, 15 jul. 2026. Disponível em: <https://sistemas.cfm.org.br/normas/visualizar/resolucoes/BR/2026/2464>. Acesso em: 30 jul. 2026. 
  2. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (Brasil). Anvisa orienta sobre produção e uso de plasma rico em plaquetas. Brasília, DF, 17 set. 2024. Disponível em: <https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2024/anvisa-orienta-sobre-producao-e-uso-de-plasma-rico-em-plaquetas>. Acesso em: 30 jul. 2026. 
  3. KIELING, Lucas; KONZEN, Ana Terezinha; ZANELLA, Rafaela Koehler; VALENTE, Denis Souto. Is autologous platelet-rich plasma capable of increasing hair density in patients with androgenic alopecia? A systematic review and meta-analysis of randomized clinical trials. Anais Brasileiros de Dermatologia, v. 99, n. 6, p. 847–862, nov./dez. 2024. DOI: 10.1016/j.abd.2024.01.002. Disponível em: <https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/39013743/>. Acesso em: 30 jul. 2026. 

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8 Comentários

  1. Cleber Lacerda disse:
    23 de outubro de 2022 às 18:59

    Boa noite , passo fazer os dois tratamento ao mesmo tempo prp na clínica e usar o boné capellux em casa , pq comecei a Fazer o tratamento prp e tô pensando que em compra o boné mais estou com medo não ajuda e da algum erro

    • Marília Barga disse:
      10 de maio de 2023 às 11:51

      Olá, Cleber, tudo bem?
      Agradecemos o seu contato.
      Sim, pode fazer os dois sim! A LEDterapia irá complementar o tratamento com plasma rico em plaquetas e irá atuar potencializando o resultado.
      Qualquer dúvida estamos à disposição.

  2. Telma disse:
    23 de julho de 2023 às 13:01

    Tenho 66 anos,tenho pressão alta e pré diabete,posso fazer o tratamento com PRP, não tem risco?

    • Marília Barga disse:
      26 de setembro de 2023 às 12:30

      Olá, Telma, como vai?
      Agradecemos o seu contato. Nesse caso, recomendamos que consulte o médico que faz o seu acompanhamento antes de iniciar qualquer tratativa.
      Qualquer outra dúvida estamos à disposição.

  3. Cleide Pinheiro disse:
    31 de agosto de 2023 às 19:34

    Boa noite🌹
    Esse boné ou capacete, dá resultado para quem tem alopécia frontal fibrosante!!!!

    • Marília Barga disse:
      26 de setembro de 2023 às 12:21

      Olá, Cleide, tudo bem?
      Agradecemos o contato. Somente um médico especialista capilar poderá avaliar o avanço da AFF e se a tratativa ainda poderá surtir efeito para manter os fios existentes.
      Qualquer outra dúvida estamos à disposição.

  4. ERENILDA LUCIA FORTUNATO disse:
    16 de janeiro de 2025 às 09:44

    Tomo loratadina Medicamento pra pressão alta.Posso fazer o tratamento de plasma pra queda de cabelo.

    • Capellux disse:
      17 de janeiro de 2025 às 09:42

      Olá, Erenilda! 😊

      O tratamento com plasma (como o PRP – Plasma Rico em Plaquetas) é amplamente utilizado para ajudar no combate à queda de cabelo, sendo seguro para muitas pessoas. No entanto, como você faz uso de medicamentos como a loratadina e remédios para pressão alta, é fundamental conversar com o seu médico antes de iniciar o tratamento.

      O médico poderá avaliar suas condições de saúde, os medicamentos em uso e determinar se o tratamento com plasma é indicado para você. Além disso, tratamentos complementares, como o uso dos produtos Capellux (LEDterapia, shampoo, condicionador e tônico), podem ser aliados eficazes para fortalecer os fios e estimular o crescimento capilar, sempre em conjunto com a orientação de um profissional de saúde.

      Se tiver mais dúvidas ou precisar de ajuda, estamos aqui para você! 💙

      Um abraço,
      Equipe Capellux

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