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Em julho de 2026, uma nova resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM)1 modificou a regulamentação do plasma rico em plaquetas, conhecido como PRP, no Brasil. A notícia despertou dúvidas principalmente entre pessoas interessadas no uso do procedimento contra a alopecia (queda de cabelo).
Mas a resposta para a pergunta “o PRP capilar foi liberado?” exige uma distinção importante: as condições de uso variam conforme a profissão, a finalidade do procedimento e as normas de cada conselho profissional.
A Resolução do CFM nº 2.464/2026 não autorizou o uso médico do PRP para alopecia. Entretanto, o Conselho Federal de Enfermagem já reconhecia seu uso por enfermeiros devidamente habilitados em Estética, inclusive em procedimentos voltados à alopecia androgenética e a outros tipos de queda capilar.
Fisioterapeutas, biomédicos e cirurgiões-dentistas também possuem regulamentações próprias, dentro dos limites de suas áreas de atuação.
O que você vai encontrar neste artigo:
ToggleO PRP, quando autólogo em vez de alogênico, é um produto obtido a partir do sangue do próprio paciente. Após a coleta, o material passa por centrifugação e separação de suas frações, resultando em um volume de plasma com concentração de plaquetas superior à encontrada normalmente no sangue.
As plaquetas participam da coagulação e armazenam substâncias bioativas como os fatores de crescimento, envolvidos em processos de reparo tecidual. Por isso, o PRP vem sendo estudado em diferentes áreas da saúde.

Separação dos componentes sanguíneos após centrifugação diferencial: o plasma pobre em plaquetas (PPP) permanece na porção superior, seguido pelo plasma rico em plaquetas (PRP), pela camada de leucócitos e pelos eritrócitos (hemácias), de maior densidade. A imagem também representa a ativação das plaquetas e a liberação das biomoléculas armazenadas em seus grânulos. (Fonte)
A composição final, porém, varia conforme o método de preparo, a concentração de plaquetas, a presença de leucócitos e eritrócitos (hemácias) e os parâmetros de centrifugação. Essas diferenças dificultam a padronização dos protocolos e a comparação direta entre os resultados dos estudos.
Já o PRP alogênico é um tipo de plasma rico em plaquetas feito com o sangue de um doador compatível. No Brasil, as normas de saúde até 2026 proíbem o uso do PRP alogênico em humanos, exceto em caso de pesquisas clínicas e protocolos experimentais controlados.
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Ela regulamentou o PRP como procedimento médico adjuvante somente para quatro condições osteomusculares:
A norma determina expressamente que o produto utilizado pelo médico seja exclusivamente autólogo (proveniente do próprio paciente).
O CFM regulamentou o PRP como ato médico e, assim, entrou em conflito com normas de outros conselhos. Cofen, Coffito, CFO e CFBM já reconhecem o uso de agregados plaquetários por profissionais habilitados, respectivamente, dentro dos limites da Enfermagem, Fisioterapia, Odontologia e Biomedicina Estética.
Em 29 de julho de 2026, o Cofen tomou a dianteira e acionou a Justiça para contestar os artigos da resolução que tratam o PRP como procedimento exclusivamente médico. O ajuizamento da ação, porém, não significa que essa prática tenha, de pronto, sido suspensa na área da Enfermagem.
Até o fechamento deste artigo, não havia sido localizada manifestação judicial ou nota oficial do Coffito ou do Conselho Federal de Odontologia contra a resolução do CFM. O impasse permanecerá sujeito à decisão judicial e a eventuais manifestações dos demais conselhos profissionais ao longo de 2026.
A Anvisa não define quais doenças ou condições podem ser tratadas com PRP. A atuação da Agência concentra-se nas condições sanitárias de produção, manipulação e uso do produto. Entre as exigências estão:
Funciona da seguinte forma: os conselhos de classe (como CFM, Cofen, COFFITO, CFBM) avaliam a eficácia do procedimento para autorizar seus profissionais, enquanto o Ministério da Saúde (por meio da Conitec) avalia a eficácia visando à incorporação ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Há também a atuação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) no que diz respeito à cobertura pelos planos de saúde.
Sim. O PRP vem sendo estudado principalmente como recurso complementar para a alopecia androgenética.
Uma revisão sistemática com meta-análise de ensaios clínicos randomizados3 demonstrou que o uso do plasma rico em plaquetas (PRP) pode ser eficaz no tratamento da alopecia androgenética, resultando em um aumento médio significativo da densidade capilar de 27,55 fios/cm² em pacientes tratados, em comparação ao grupo placebo.
A ação terapêutica do PRP é atribuída à concentração e liberação de fatores de crescimento (como VEGF, IGF-1 e FGF), que estimulam a proliferação celular, promovem a formação de novos vasos sanguíneos (angiogênese) e prolongam a fase de crescimento (anágena) dos folículos capilares.
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A alopecia pode estar relacionada a fatores genéticos, alterações hormonais, deficiências nutricionais, doenças autoimunes, medicamentos, inflamações do couro cabeludo ou períodos de grande estresse fisiológico.
Antes de escolher um procedimento, é necessário identificar corretamente o tipo e suas possíveis causas. O PRP não substitui o diagnóstico nem deve ser apresentado como garantia de crescimento capilar.
Conheça os dispositivos Capellux e converse com o profissional responsável pelo seu tratamento sobre os recursos que podem integrar seu protocolo.
Não pela Resolução CFM nº 2.464/2026. A norma autorizou o uso médico do PRP apenas para quatro condições osteomusculares.
O Cofen, porém, já reconhecia sua utilização por enfermeiros habilitados em Estética para alopecia androgenética e queda capilar.
Até julho de 2026, o uso capilar é expressamente reconhecido pelo Cofen no âmbito da Enfermagem Estética.
Outros conselhos regulamentam o PRP dentro de campos específicos, que não incluem o tratamento de alopecias.
Porque Cofen, Coffito, CFO e CFBM já possuíam normas sobre o uso de agregados plaquetários por profissionais habilitados.
Após a publicação da resolução do CFM, o Cofen acionou a Justiça para contestar os dispositivos que tratam o PRP como procedimento exclusivamente médico, o que tende a ser seguido pelos demais conselhos afetados.
Não. O PRP utilizado nessas regulamentações deve ser autólogo, ou seja, produzido exclusivamente com o sangue do próprio paciente que receberá a aplicação.
A Anvisa não define as indicações clínicas do PRP. Sua atuação se concentra nas condições sanitárias de coleta, processamento, manipulação, rastreabilidade e aplicação do produto.
Estudos indicam resultados promissores principalmente na alopecia androgenética, incluindo aumento da densidade capilar.
Entretanto, os protocolos ainda variam e o procedimento não substitui o diagnóstico da causa da queda nem oferece garantia de crescimento dos cabelos.
8 Comentários
Boa noite , passo fazer os dois tratamento ao mesmo tempo prp na clínica e usar o boné capellux em casa , pq comecei a Fazer o tratamento prp e tô pensando que em compra o boné mais estou com medo não ajuda e da algum erro
Olá, Cleber, tudo bem?
Agradecemos o seu contato.
Sim, pode fazer os dois sim! A LEDterapia irá complementar o tratamento com plasma rico em plaquetas e irá atuar potencializando o resultado.
Qualquer dúvida estamos à disposição.
Tenho 66 anos,tenho pressão alta e pré diabete,posso fazer o tratamento com PRP, não tem risco?
Olá, Telma, como vai?
Agradecemos o seu contato. Nesse caso, recomendamos que consulte o médico que faz o seu acompanhamento antes de iniciar qualquer tratativa.
Qualquer outra dúvida estamos à disposição.
Boa noite🌹
Esse boné ou capacete, dá resultado para quem tem alopécia frontal fibrosante!!!!
Olá, Cleide, tudo bem?
Agradecemos o contato. Somente um médico especialista capilar poderá avaliar o avanço da AFF e se a tratativa ainda poderá surtir efeito para manter os fios existentes.
Qualquer outra dúvida estamos à disposição.
Tomo loratadina Medicamento pra pressão alta.Posso fazer o tratamento de plasma pra queda de cabelo.
Olá, Erenilda! 😊
O tratamento com plasma (como o PRP – Plasma Rico em Plaquetas) é amplamente utilizado para ajudar no combate à queda de cabelo, sendo seguro para muitas pessoas. No entanto, como você faz uso de medicamentos como a loratadina e remédios para pressão alta, é fundamental conversar com o seu médico antes de iniciar o tratamento.
O médico poderá avaliar suas condições de saúde, os medicamentos em uso e determinar se o tratamento com plasma é indicado para você. Além disso, tratamentos complementares, como o uso dos produtos Capellux (LEDterapia, shampoo, condicionador e tônico), podem ser aliados eficazes para fortalecer os fios e estimular o crescimento capilar, sempre em conjunto com a orientação de um profissional de saúde.
Se tiver mais dúvidas ou precisar de ajuda, estamos aqui para você! 💙
Um abraço,
Equipe Capellux