Ah, a época de festas! Dias ensolarados, pés na areia e mergulhos intermináveis no mar. Mas, e o seu cabelo nas férias?
Ele costuma ser a primeira vítima desse cenário. Enquanto você relaxa e aproveita, o Sol, a água salgada e o cloro da piscina trabalham sem descanso – e não é a seu favor.
O sol e a água salgada causam a abertura das cutículas capilares, deixando os fios mais porosos e frágeis. Por outro lado, o cloro reage quimicamente com pigmentos, desbotando cores e danificando a fibra1.
O resultado? Um verão inesquecível para você, porém uma temporada de horror para os seus cabelos.
O que você vai encontrar neste artigo:
TogglePorque, nesse período, você muda o cenário — e o seu cabelo muda de rotina junto. De repente, ele passa a encarar muito mais exposição (sol, vento, suor, areia), mais atrito (toalha, elástico, prender e soltar) e, muitas vezes, menos constância de cuidados (xampu que resseca demais, condicionador pouco eficiente, máscara pouco nutritiva).
E tem um detalhe que pouca gente percebe: o fio de cabelo é “tecido morto”. Ou seja, ele não se regenera sozinho. Quando a fibra perde água e lipídios, fica mais áspera, embaraça com facilidade e quebra com mais força — e tudo isso costuma acontecer em sequência: ressecou → embaraçou → quebrou.
Além disso, nas férias, a gente tende a acumular “pequenos hábitos” que somam dano sem avisar: ficar com o cabelo molhado por muito tempo, prendê-lo úmido, dormir com ele ainda levemente molhado, usar secador às pressas, lavar demais ou de menos… e esquecer que o couro cabeludo também sente o impacto do calor e do suor.
A boa notícia é que, na maioria das vezes, não é preciso viver de salão para evitar esse efeito dominó. Com uma estratégia simples, dá para curtir o verão e manter os fios sob controle. É exatamente isso que você vai ver a seguir.
É fundamental preparar seus cabelos para enfrentar os desafios que vêm pela frente. Afinal, uma preparação adequada vai fazer toda a diferença na saúde e aparência dos seus fios durante e após a viagem.
Iniciar um cronograma capilar focado em hidratação, nutrição e reconstrução antes da viagem é uma estratégia eficaz para fortalecer os fios. Aos poucos, esse cuidado intensivo ajudará a manter o cabelo saudável e resistente às agressões típicas do verão.
Cortar as pontas do cabelo regularmente, a cada 8 a 12 semanas, é essencial para remover as partes danificadas e prevenir problemas como pontas duplas e quebra. No geral, esse hábito mantém os fios saudáveis2.


Quando pensamos em proteção solar, a pele é a primeira coisa que vem à mente. Contudo, os cabelos também sofrem com a exposição aos raios UV.
Sem a devida proteção, os fios podem ficar ressecados, quebradiços e com a cor desbotada como resultado.
Além disso, o couro cabeludo, por ser uma extensão da pele, está suscetível a queimaduras solares. Elas podem desencadear dermatites e enfraquecer os folículos, comprometendo o crescimento dos fios3.
Em suma, os protetores solares capilares são formulados para criar uma barreira protetora nos fios, ajudando a bloquear os raios UV prejudiciais4.
Esses produtos geralmente contêm ingredientes antioxidantes e hidratantes que auxiliam na retenção de umidade e neutralizam os radicais livres.
Aplicação uniforme
Borrife ou espalhe o produto por todo o comprimento dos fios, especialmente nas pontas, que são mais vulneráveis.
Reaplicação necessária
Assim como o protetor solar para a pele, o protetor UV para cabelos deve ser reaplicado após mergulhos ou a cada duas horas de exposição intensa ao sol.
Escolha do produto
Opte por protetores específicos para cabelos, que não deixem resíduos oleosos e sejam resistentes à água.

Você já sentiu o couro cabeludo queimando depois de um dia inteiro de sol? Com toda a certeza, não foi impressão sua.
A queimadura solar no couro cabeludo existe e é mais comum do que se imagina.
O couro cabeludo é pele, afinal, e não qualquer pele: é uma das regiões mais expostas e mais negligenciadas quando o assunto é proteção solar.
Enquanto você está lá, aproveitando o sol na praia, na piscina ou no campo, os raios UV penetram nessa área sensível, induzindo o estresse oxidativo5. E depois… Vermelhidão, ardência, descamação e, em casos mais extremos, até feridas e infecções.
Afinal, a pele do couro cabeludo, além de delicada, está sempre à mercê do sol, especialmente em quem tem cabelos finos ou pouca densidade capilar.
Sobretudo, o fenômeno ocorre pela ação direta dos raios UVA e UVB, os mesmos responsáveis pelas queimaduras solares na pele do corpo.
O problema é que ninguém se lembra de proteger o couro cabeludo, principalmente as áreas com alopecia – e o prejuízo é duplo: além da queimadura, há um impacto no equilíbrio da região.
Isso porque o sol afeta a microcirculação sanguínea local e, diga-se de passagem, pode desencadear um aumento na produção de oleosidade para compensar o ressecamento.
O que parece um incômodo passageiro pode evoluir para algo mais sério. Surpreendentemente, a exposição crônica ao sol sem proteção pode resultar em:
Os sintomas são bem parecidos com as queimaduras solares em outras partes do corpo:
Se o problema já aconteceu, o foco é acalmar a pele, a fim de acelerar a recuperação:
A queimadura solar no couro cabeludo é aquele problema invisível que só percebemos quando já é tarde demais.
No entanto, com algumas medidas simples – como protetor UV capilar e acessórios de proteção, como bonés e chapéus – é possível manter o couro cabeludo saudável e equilibrado.

Se o verão é uma festa, o mar e a piscina são os anfitriões principais. Posteriormente, no entanto, seus cabelos nem sempre curtem esse convite. A combinação de sal, cloro e sol costuma ser, de fato, um verdadeiro pesadelo capilar.
Mas, calma: não é preciso fugir da diversão!
Com as estratégias certas, você conseguirá aproveitar os mergulhos sem danificar seus fios.

Antes de mais nada, prepare seus fios com cuidado:
Portanto, depois de aproveitar o mar ou a piscina, não deixe que os danos se acumulem. Cada segundo conta para a recuperação dos cabelos:
Você sabia?
O sal retira a água dos fios pelo processo de osmose, enquanto o cloro oxida e desgasta a fibra capilar. Ou seja, são danos que vão além do superficial.
Quando você pensa em cuidar dos cabelos, foca nos fios, certo?
Pois bem, o couro cabeludo é como o solo fértil que faz tudo acontecer. Se ele não estiver saudável, não tem receitinha caseira que dê jeito.

Durante as férias, ele também pede um respiro: excesso de lavagens, calor e suor acumulado podem deixá-lo em desequilíbrio.
No verão, é natural querer lavar os fios várias vezes ao dia.
O problema é que isso remove a oleosidade natural e faz o couro cabeludo entrar em modo rebote – produzindo mais óleo como defesa. O equilíbrio é a chave:
Seu cabelo é naturalmente ondulado ou cacheado? Boas notícias: o verão é a sua estação!
Dê um descanso para a chapinha e o secador e assuma o visual livre, leve e ondulado que é a cara das férias.
De quebra, você evita danos por calor excessivo, como quebra e pontas duplas. Dicas para um visual de praia sem esforço:
Sua alimentação pode ser o grande divisor de águas entre fios fracos e quebradiços e um cabelo digno de comercial de xampu.
Invista em alimentos nutritivos, alimente-se de forma equilibrada e cuide do seu corpo como um todo. Porque, no fim das contas, cabelos saudáveis são um reflexo de um organismo bem cuidado.
Se, mesmo com uma alimentação balanceada, seus fios estão opacos, caindo ou enfraquecidos, pode ser um sinal de deficiência nutricional específica.
O cabelo é um excelente termômetro da saúde geral do corpo. Faltando algo essencial, ele “joga a toalha”.
Porém, antes de sair tomando suplementos sem critério, faça exames de sangue e consulte um médico6. O excesso de vitaminas também pode ser prejudicial – além de um desperdício de dinheiro.
Se o sal e o cloro roubaram toda a beleza do seu cabelo, é hora de devolver o que foi perdido. A hidratação intensiva é obrigatória.
Como fazer:
Sabe aquelas pontas espigadas e duplas que insistem em aparecer depois das férias? Elas precisam ser cortadas antes de causarem mais estragos. A solução?
Vitamina T. Sim, a tesoura pode ser sua melhor amiga nessa fase. Cortar as pontas não apenas melhora o visual dos fios, mas também evita que os danos se espalhem pelo comprimento.
Se o seu cabelo voltou das férias em estado de calamidade, será hora de colocar um plano estratégico em ação: o famoso cronograma capilar!
Por que o cronograma capilar funciona?
Ele trata o cabelo de maneira equilibrada, devolvendo tudo o que foi perdido: água, óleo e proteínas.
É como montar uma “equipe de elite” para salvar seus fios.

Sol, mar, piscina, vento… As férias podem até ser implacáveis com os cabelos, mas isso não significa que você precise abrir mão da diversão ou passar horas refém de tratamentos complicados. Pelo contrário!
Com cuidados simples e inteligentes, você pode proteger seus fios, manter a saúde do couro cabeludo e, de quebra, desfilar por aí com cabelos dignos de capa de revista.
Priorize três pilares: proteção (UV + barreira), higiene equilibrada e hidratação consistente. Na prática: use protetor UV capilar, enxágue após mar/piscina e faça máscara hidratante com regularidade. O objetivo é evitar o “efeito dominó”: ressecou → embaraçou → quebrou.
Porque há mais exposição (sol, vento, suor), mais agressões químicas (sal e cloro) e menos rotina de cuidados. Além disso, o fio não se “regenera”: quando perde água e lipídios, ele fica mais áspero, embaraça e quebra com mais facilidade.
Sim. A radiação UV pode aumentar o ressecamento, piorar a porosidade, favorecer desbotamento e fragilizar a fibra. Por isso, a proteção UV capilar ajuda a reduzir esse impacto ao criar uma barreira cosmética nos fios.
Pode fazer, principalmente se houver exposição prolongada e sem cuidados. O sal tende a contribuir para ressecamento e aspereza, aumentando nós e quebra. O segredo é pré-proteger e enxaguar logo após.
Pode estragar, especialmente em cabelos tingidos, descoloridos ou quimicamente tratados. O cloro pode contribuir para o desbotamento e o desgaste da fibra. O cuidado mais eficiente é: molhar com água doce antes, proteger com leave-in/óleo e enxaguar imediatamente depois.
Em muitos casos, não é “o cloro sozinho” e sim a interação da química da piscina com resíduos/minerais que se depositam no fio, alterando o tom. Para prevenir, mantenha barreira (leave-in/óleo), enxágue rápido e use produtos adequados para loiros/antirresíduos quando necessário.
Faça o “pré-mergulho” em 2 passos:
A regra é simples: enxaguar o quanto antes com água doce. Em seguida, aplique um condicionador leve ou creme sem enxágue para facilitar o desembaraço e repor umidade. Evite deixar o cabelo secando “no sol” por muito tempo.
Se possível, sim… mas do jeito certo. Prefira uma trança soltinha ou coque baixo, sem elástico apertado, para reduzir nós e atrito. Evite prender o cabelo muito molhado por longos períodos.
O ideal é evitar. Ficar muito tempo com o fio úmido favorece embaraço, atrito e quebra, além de irritar o couro cabeludo em algumas pessoas. Seque suavemente com toalha de microfibra ou camiseta de algodão.
Geralmente, sim. O sol sobre o fio úmido pode intensificar ressecamento e aspereza. Prefira secagem suave (sem esfregar) e finalize com leave-in ou óleo leve.
Se você vai se expor ao sol por horas (praia, piscina, trilhas), é um cuidado altamente recomendável. O protetor UV para cabelos ajuda a reduzir ressecamento e desbotamento, especialmente em fios tingidos/descoloridos. O efeito é cosmético-protetivo: barreira + antioxidantes e hidratantes.
Aplique de maneira uniforme no comprimento e pontas, que são as áreas mais frágeis. Reaplique após mergulhos ou a cada duas horas de exposição intensa. Prefira fórmulas próprias para cabelo (e resistentes à água).
Não é o mais indicado. Protetores de pele não foram formulados para a fibra capilar e podem deixar resíduos, pesar, alterar textura e dificultar a lavagem. Use um produto específico para os fios.
Sim. O couro cabeludo é pele e pode sofrer queimadura solar, principalmente em áreas com fios finos ou baixa densidade/alopecia. Isso pode causar vermelhidão, ardor e descamação.
Sinais comuns: ardência, sensibilidade ao toque, vermelhidão e descamação que pode parecer “caspa”. Em casos mais intensos, podem surgir bolhas/feridas. Se houver dor forte, feridas ou secreção, procure avaliação médica.
Priorize cuidados calmantes: produtos com aloe vera ou pantenol, lave com água fria/morna e evite coçar. Suspenda água quente e agressões (escova forte, químicas). Se houver bolhas ou feridas, recorra a um dermatologista.
Sim, são aliados excelentes. Eles reduzem a incidência direta de UV no couro cabeludo e protegem especialmente a risca e áreas mais expostas. Em muitas situações, é a proteção mais simples e eficaz.
Depende do seu couro cabeludo. Se for oleoso e você suar muito, pode lavar diariamente com xampu leve. Se for seco ou normal, uma lavagem a cada dois dias costuma ser suficiente; o excesso pode aumentar ressecamento e rebote de oleosidade.
Sim, tende a piorar. A água quente pode aumentar o ressecamento e o atrito e deixar o fio mais áspero. Prefira água morna ou fria.
Evite “três vilões”: atrito, ressecamento e nós. Use leave-in/óleo leve, desembarace com cuidado e não esfregue com toalha. Prender suavemente também ajuda.
Sim. Esses fios costumam ser mais sensíveis a sal, cloro e UV, com maior chance de desbotamento e perda de elasticidade. Reforce proteção UV e hidratação consistente durante e após a exposição.
Um kit enxuto resolve: protetor UV capilar, máscara hidratante e leave-in. Se você tem loiro/química, inclua um produto específico para manutenção de cor e um antirresíduos conforme necessidade.
Ajuda, principalmente se as pontas já estão finas, espigadas ou com muitas pontas duplas. Cortar remove a parte mais fragilizada e reduz quebra e nós. A referência comum é aparar a cada 8–12 semanas, ajustando à sua realidade.
Entre no modo “recuperação”: hidratação intensiva e rotina de reparo por algumas semanas. Use máscaras com ativos hidratantes (ex.: aloe vera/pantenol/óleos vegetais), finalize com um óleo leve e considere aparar pontas se estiverem muito danificadas.
Um modelo simples:
Ajuste se o cabelo pesar ou ficar rígido: menos reconstrução, mais hidratação.
Sinais comuns: fio rígido, áspero, com sensação de “duro” e posterior quebra. Nessa situação, reduza reconstrução e aumente hidratação/nutrição até recuperar flexibilidade.
Sim. Cabelo é um “termômetro” do organismo: alimentação pobre e desequilíbrios podem refletir em opacidade, fragilidade e queda. Foque em dieta equilibrada e, se houver sinais persistentes, invista em orientação médica.
Queda acima do habitual, fios muito opacos, fragilidade, unhas fracas e cansaço podem coexistir. A recomendação segura é: não suplementar às cegas; faça exames e avalie com profissional, porque excesso também pode prejudicar.
Procure se houver: queimadura no couro cabeludo com bolhas/feridas, dor intensa, sinais de infecção, queda acentuada após exposição, descamação persistente ou coceira forte que não melhora. Em cabelos com alopecia, é ainda mais importante orientar que seja feita a proteção do couro cabeludo.
Referências bibliográficas:
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