Sobre o autor

Dr. Álvaro Pereira (CRM – SP: 34.348)

Diretor Técnico da Cosmedical. Médico pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP); Doutorado em Cirurgia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo; Pós-doutorado no Brigham and Women’s Hospital – Harvard Medical School.

LEDterapia capilar associada aos diferentes fototipos de pele

LEDterapia capilar e tipos de pele

O uso da LEDterapia para tratar a alopecia androgenética (AAG) é uma terapêutica conhecida para ajudar no crescimento capilar. No entanto, o efeito da cor da pele na resposta à LEDterapia capilar para o crescimento dos fios não é um ponto muito explorado na literatura.

A terapia com laser de baixa luminosidade (LLLT), também conhecida como LEDterapia, demonstrou segurança e eficácia no tratamento da alopecia androgênica em homens e mulheres e é um tratamento internacionalmente reconhecido pelos órgãos de saúde no combate as alopecias.

No entanto, o efeito da cor da pele no crescimento do cabelo utilizando LEDterapia não foi explorado na literatura. A LEDterapia capilar tem sido amplamente indicada para uso em pacientes com Fitzpatrick tipo I a IV, de acordo com a aprovação da Food And Drug Administration (FDA), sem menção aos tipos de pele mais escuros (V e VI).

Escala de tipo de pele de Fitzpatrick

A Sociedade Brasileira de Dermatologia esclarece que a classificação mais famosa dos fototipos de pele é a escala Fitzpatrick (FST), criada em 1976 pelo médico norte-americano Thomas B. Fitzpatrick. Ela é dividida em seis fototipos, que diferem de acordo com a capacidade de se bronzear, sensibilidade e vermelhidão quando exposta ao Sol.

A LEDterapia capilar só foi testada nos seguintes tipos de pele de Fitzpatrick:

  • Tipo 1 (Pele branca): Altamente sensível ao Sol, sempre queima, nunca bronzeia.
  • Tipo 2 (Pele branca): Muito sensível ao Sol, queima facilmente, bronzeia minimamente.
  • Tipo 3 (Pele morena clara): Pele sensível ao Sol, às vezes queima, bronzeia lentamente até ficar marrom claro.
  • Tipo 4 (Pele morena moderada): Minimamente sensível ao Sol, queima minimamente, sempre bronzeia até ficar marrom moderado.

A LEDterapia não foi testada clinicamente nos seguintes tipos de pele de Fitzpatrick:

  • Tipo 5 (Pele morena escura): Pele insensível ao Sol, raramente queima, bronzeia bem.
  • Tipo 6 (Pele negra): Insensível ao Sol, nunca queima, profundamente pigmentado.

LEDterapia associada aos diferentes fototipos de pele

Um estudo relacionado ao tema fez uma pesquisa bibliográfica na base de dados MEDLINE desde a data de sua criação até 1º de junho de 2022. Foram incluídos artigos que relatassem dados sobre o uso de terapias à base de luz para melhorar o crescimento do cabelo.

Ao total foram encontrados 22 artigos relacionados a LEDterapia e Alopecia Androgenética. Dentre estes, apenas 10 mencionaram o tipo de cor de pele em seus resultados.

Todos os estudos demonstraram efeito positivo da LEDterapia no tratamento da Alopecia Androgenética. Dos 10 estudos relatados, apenas 5 consideraram os efeitos da cor de pele durante o tratamento.

  • 4 estudos não identificaram diferença no resultado nos diferentes tipos de pele
  • 1 estudo mostrou um efeito positivo significativo em pele mais escura, contudo, o tamanho da amostra para o FST específico foi baixo.

Alguns estudos apoiam a hipótese de que a melanina na epiderme funciona como um cromóforo fotorreceptor, permitindo maior retenção da fototerapia, o que pode resultar em aumento dos efeitos colaterais em pacientes com pele mais pigmentada.

Esses resultados não apoiam a hipótese de que o tipo de pele mais escura teria um efeito diminuído devido à diminuição da penetração da fototerapia. Em vez disso, podem ser indicativos de que mais melanina causa aumento da absorção da fototerapia.

LEDterapia capilar para peles negras

Segundo o Dr. Fernando Sanches, CEO da Capellux, pioneira no segmento de LEDterapia capilar no Brasil, é importante identificar a qual comprimento de onda os pacientes foram expostos.

“A melanina tem um alto poder de absorção da radiação ultravioleta, em menor escala também consegue absorver luz vermelha (630 a 700nm), o que impede que essa luz chegue até os folículos pilosos.”

Deste modo, quando submetidas a luz vermelha, pessoas com a pele escura tem a diminuição da penetração da fototerapia.

Quando se trata da luz infravermelha (700 a 1200nm), a relação é contrária, pois a melanina não interfere nos efeitos da fototerapia, já que ela não apresenta barreira para este tipo de onda (Imagem 1).

No tratamento da alopecia androgenética, a exposição a luz vermelha apresenta resultados clinicamente mais efetivos do que a infravermelha, embora esta última também possa trazer resultados positivos. Com isto em mente, o especialista conclui: “Se o paciente possuir a pele mais escura e for submetido a luz vermelha, é necessário um tempo maior de exposição para alcançar os resultados terapêuticos esperados”.

cromóforos de absorção

Diante do apresentado, é importante destacar a necessidade de testar a eficácia da LEDterapia em pacientes com tipos de pele mais escuros com ensaios rigorosos, a fim de fornecer o melhor tratamento da alopecia androgenética guiado por evidências para pacientes negros.

Mais estudos que investiguem o efeito da LEDterapia na pele mais escura, incluindo peles do tipo V ou VI, são necessários para entender se a presença da melanina permite maior retenção da fototerapia ou causa diminuição da sua penetração.

Leia também: Guia Definitivo sobre Capellux

Referências

Chopra D, Balukoff N, Motosko CC. Effect of Skin Type on Efficacy of Laser Treatment for Androgenetic Alopecia: A Review of the Literature. Skin Appendage Disord. 2023 Oct;9(5):317-324. doi: 10.1159/000528518. Epub 2023 Jul 3. PMID: 37900781; PMCID: PMC10601874.

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