Você já se pegou pensando no motivo pelo qual seus cabelos não parecem saudáveis, ainda que seja cumprida toda uma rotina de cuidado capilar?
A verdade é que, muitas vezes, cometemos erros de hair care sem nem fazer ideia disso…
O que você vai encontrar neste artigo:
ToggleSe você já investiu em máscara “de salão”, sérum importado e aquele xampu que promete milagre… e, mesmo assim, o cabelo continua opaco, áspero ou quebrando, respire: o problema nem sempre é o produto.
Na maioria das vezes, o que impede o resultado é o contexto em que esse produto está sendo usado. Pense assim: produto bom é como um guarda-chuva excelente — mas ele não resolve se você estiver embaixo de um temporal muito forte. E no cuidado capilar, esse “temporal” costuma vir de hábitos que parecem inofensivos, mas que vão somando danos dia a dia.
Outro ponto que muita gente ignora: cabelo não tem “poder de regeneração”. A fibra capilar é uma estrutura que reage ao que você faz com ela. Então, se você lava com água quente, usa calor alto sem proteção, pega sol sem protetor solar, hidrata demais (ou de menos), prende com força… o fio vai ficando mais poroso, embaraça com facilidade e quebra. Nenhum produto caro consegue “anular” isso sozinho.
Além disso, existe o efeito meramente condicionante: você passa um produto potente, sente maciez na hora… mas, no dia seguinte, parece que voltou tudo ao normal. Isso não significa que o produto seja ruim. Significa que a rotina está sabotando o resultado antes que ele consiga se sustentar.
A boa notícia é que, quando você corrige os hábitos certos, o cabelo finalmente mostra os resultados. E é exatamente isso que você vai ver agora: os 7 erros mais comuns que estão arruinando seus fios — e como parar de cometer cada um deles.
Antes de tudo, é importante mencionar que nosso couro cabeludo possui um pH natural entre 4,5 e 5,5, considerado levemente ácido. Esse equilíbrio é fundamental para proteger os fios contra microrganismos e manter a hidratação.
Quando usamos produtos inadequados, como xampus com pH muito alto (alcalino) ou ingredientes agressivos, como sulfatos em excesso, essa barreira protetora é comprometida.
Nesse sentido, estudos publicados no International Journal of Trichology confirmam que produtos não adequados ao tipo de cabelo podem causar ressecamento, aumento da oleosidade e até inflamações no couro cabeludo, como a dermatite seborreica1.
Você sabia que as pessoas no início do século XX enfrentavam desafios ainda maiores pela falta de opções específicas para limpar e tratar os cabelos?
Sem a tecnologia e o conhecimento que temos atualmente, muitos recorriam a métodos inusitados para cuidar dos fios, o que frequentemente trazia mais problemas do que soluções…
Durante a década de 1920, por exemplo, era comum usar sabão de azeite ou bicarbonato de sódio para higienizar o cabelo, um hábito que o deixava rígido e opaco.
O xampu já existia: tinha sido inventado em 1908 pelo químico francês Ernest de Muye em seu laboratório em Paris. Era sólido, como um sabonete, mas não era acessível a todos. Por isso, as soluções caseiras eram as mais populares.
Foi só em 1930 que o químico Hans Schwarzkopf, na Alemanha, desenvolveu o primeiro xampu líquido, revolucionando a indústria!
Apesar da inovação, a ideia de personalizar os cuidados capilares começou a ganhar força apenas nos anos 1980, com a popularização de produtos específicos para diferentes texturas e condições capilares.
Em primeiro lugar, para evitar danos é necessário entender as necessidades do seu cabelo. É seco? Oleoso? Tem química?
Depois, escolha xampus e condicionadores formulados especificamente para o seu tipo de fio. Por exemplo:
Acima de tudo, torne-se um leitor de rótulos: ingredientes como parabenos e silicones em excesso costumam prejudicar fios sensíveis.
Ferramentas como secador, chapinha e babyliss podem parecer mágicas, mas você já se perguntou qual é a consequência desse calor excessivo?
Imagine a fibra capilar como uma “escada” de proteínas perfeitamente alinhadas. O calor intenso literalmente quebra essas estruturas, deixando os fios frágeis, ressecados, propensos a pontas duplas…
E com muito mais risco de queda por corte térmico, que acontece quando o cabelo é queimado em definitivo. O impacto pode ser devastador.
Só para ilustrar, testes realizados na Universidade de São Paulo (USP) pela pesquisadora Cibele Rosana Ribeiro de Castro Lima2 mostraram que ferramentas térmicas causam aumento da porosidade, destruição da cutícula (camada externa) e, em casos mais severos, comprometimento do córtex (estrutura interna do fio).
A pesquisa avaliou diferentes tipos de cabelos — caucasiano, oriental, afro e brasileiro —, revelando que os fios afro e brasileiros foram os mais suscetíveis aos danos.
Em cabelos afro, os mais frágeis entre as amostras analisadas, os danos começaram, aos poucos, com a temperatura de 170 °C.
Em temperaturas superiores a 250 °C, os estragos foram irreversíveis para todos os tipos de cabelo e resultaram em quebra.
No Egito Antigo, cabelos longos e lisos eram considerados um padrão de beleza. Homens e mulheres que não tinham naturalmente esse tipo de cabelo utilizavam modeladores de metal aquecidos no fogo para alisar os fios3.
Essas ferramentas criavam os penteados da moda, mas às custas de queimaduras frequentes e fios torrados4!

Esse tipo de produto cria uma barreira que minimiza os danos causados por temperaturas altas. Eles são especialmente eficazes para reter a umidade e proteger a cutícula dos fios.
Evite ultrapassar os 170 °C, em especial se tiver cabelos finos ou se eles já estiverem danificados.
Ao usar o secador, mantenha uma distância de 15 cm dos fios. Isso reduz a concentração de calor e evita queimaduras.
Dê dias de descanso para o cabelo. Aproveite para deixar os fios secarem naturalmente e invista em máscaras reparadoras para reverter os danos já causados.
Temperaturas elevadas alteram a camada hidrolipídica do couro cabeludo, o que desencadeia uma “resposta compensatória”. Em contrapartida, as glândulas sebáceas produzem mais óleo na tentativa de restaurar a barreira de proteção dos fios.
Isso explica por que cabelos lavados com água muito quente se tornam secos no comprimento, mas oleosos na raiz.
Além disso, o calor da água dilata as cutículas dos fios, tornando-os mais propensos a danos mecânicos e químicos. Com o tempo, isso pode levar a pontas duplas, quebra e falta de brilho.
Foi no século XX que lavar os cabelos com água morna se tornou uma realidade ampla. O desenvolvimento dos sistemas de aquecimento elétrico e gás encanado, após a Revolução Industrial, possibilitou que lares comuns tivessem acesso à água quente com facilidade.
Por consequência, isso, combinado ao surgimento dos xampus líquidos, criou o cenário ideal para que o cuidado regular dos cabelos se tornasse parte da rotina diária.
Você não precisa abrir mão do conforto. Nesse sentido, pequenas mudanças podem fazer uma grande diferença:
A luz do Sol pode ser uma aliada para a saúde em geral — estimulando a produção de vitamina D, por exemplo —, mas, quando se trata de cabelos, ela é mais inimiga do que amiga.
Em resumo, a exposição prolongada aos raios ultravioleta (UV) degrada as proteínas da fibra capilar, especialmente a queratina, que é responsável pela força e elasticidade dos fios.
O resultado? Cabelos mais frágeis, quebradiços e com aquela temida aparência ressecada5.
Diga-se de passagem, o Sol também pode causar inflamações no couro cabeludo, prejudicando os folículos capilares e, em casos mais graves, levando à queda de cabelo.
Um estudo do International Journal of Cosmetic Science (2019) mostrou que a exposição prolongada aos raios UVB pode danificar o DNA das células do couro cabeludo, afetando diretamente o ciclo de crescimento dos fios.
Isso pode ser amenizado com o uso tópico da cafeína6 em formulações cosmecêuticas e nutracêuticas.
Proteger os cabelos do Sol não é uma preocupação recente. Durante o Renascimento, nobres europeus usavam grandes chapéus – e véus, no caso das mulheres – para preservar seus cabelos, que eram considerados um símbolo de status e beleza.
Eles percebiam que o Sol não apenas danificava os fios. Do mesmo modo, desbotava o tom natural deles, algo que era visto como indesejável.



Além de proteger os fios, esses acessórios também criam uma barreira para o couro cabeludo, que é frequentemente negligenciado.
Sprays e leave-ins com filtro solar ajudam a minimizar os danos dos raios ultravioleta. Aplique-os antes de sair ao Sol, primordialmente se for passar longos períodos ao ar livre.
Óleos como o de argan e jojoba formam uma camada lipídica ao redor dos fios, ajudando a reduzir a perda de hidratação e protegendo contra os danos provocados pelos raios ultravioleta. Apesar disso, eles não substituem os produtos com proteção UV.
Após a exposição solar, os cabelos podem acumular resíduos de suor, cloro (se houve mergulho em piscina), sal marinho e produtos como protetores capilares. Lavar os fios ajuda a eliminar essas impurezas.
Em razão disso, use um xampu hidratante e uma máscara reparadora para repor os nutrientes perdidos, restabelecendo a barreira protetora do cabelo.
Quando o assunto é hidratação capilar, o segredo está no equilíbrio.
A cutícula do cabelo, composta por camadas de escamas sobrepostas, é altamente sensível à falta de hidratação. Quando está seca, essas escamas se levantam, deixando os fios vulneráveis a agressões externas. A hidratação insuficiente deixa os fios ressecados, ásperos e mais propensos à quebra.
Por outro lado, hidratar demais também pode ser prejudicial. Isso acontece porque a saturação de umidade deixa os fios “grudentos”: impede que eles absorvam os nutrientes adequados e dificulta a penetração de tratamentos posteriores, em um fenômeno chamado overconditioning (condicionamento excessivo).
No Japão, a hidratação capilar era feita com óleo de camélia (tsubaki), usado em pequenas quantidades para preservar o brilho e a maciez sem pesar nos fios. Atualmente, essa prática tradicional das gueixas inspira muitas linhas de cosméticos capilares.

Para a maioria das pessoas, hidratar os fios de uma a duas vezes por semana é suficiente. No geral, cabelos secos ou quimicamente tratados podem precisar de hidratação extra.
Prefira máscaras formuladas para o seu tipo de cabelo e que atendam à sua necessidade específica (hidratação, nutrição ou reconstrução).
O equivalente a uma colher de sopa de máscara capilar é suficiente para cabelos médios. Use mais ou menos produto, dependendo do comprimento.
Alterne entre hidratação, nutrição e reconstrução para fornecer aos fios tudo o que eles precisam sem sobrecarregá-los.
Quem nunca recorreu a um rabo de cavalo bem apertado para enfrentar um dia corrido ou prender os fios durante um treino?
Embora pareça prático e inofensivo, esse hábito pode trazer consequências sérias para a saúde capilar. Uma vez que causa tensão constante no cabelo, especialmente nas raízes, pode causar microtraumas no couro cabeludo e enfraquecer os folículos capilares.
Com o tempo, isso pode levar à alopecia por tração, um tipo de queda de cabelo associada à pressão repetida nos fios. Esse problema ocorre, sobretudo, porque a tração prolongada provoca inflamações nos folículos, interrompendo o ciclo normal de crescimento do cabelo.
Além disso, o uso de elásticos comuns, principalmente aqueles sem revestimento, pode causar atrito na haste capilar, resultando em quebra e pontas duplas. Assim sendo, o dano acumulado não afeta apenas a estética dos fios, mas também sua resistência e elasticidade.
A alopecia por tração é particularmente prevalente entre pessoas de pele negra devido à popularidade de estilos como box braids, coques apertados e apliques.
Embora sejam símbolos de beleza e resistência cultural, esses penteados podem, quando usados por longos períodos, tensionar demais o couro cabeludo e provocar danos irreversíveis.
Segundo a American Academy of Dermatology, mulheres negras estão entre os grupos mais afetados por essa condição, o que reforça a necessidade de cuidados preventivos.
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Prefira rabos de cavalo baixos ou tranças mais folgadas, que sobrecarregam menos o couro cabeludo.
Substitua elásticos tradicionais por versões revestidas de tecido ou scrunchies, que, sem dúvida, minimizam o atrito e evitam a quebra.
Evite prender os cabelos todos os dias. Sempre que possível, deixe os fios soltos para reduzir a tensão nas raízes.
Cabelos presos com muita força podem causar danos contínuos. Por essa razão, opte por deixar os cabelos livres ao dormir ou use uma touca de cetim para proteger os fios.
Se você percebeu sinais de alopecia por tração, como afinamento ou falhas próximas às têmporas (ou à linha frontal do início do cabelo), procure ajuda de um dermatologista.
Com a finalidade de restaurar o crescimento capilar, tratamentos com medicamentos tópicos, como minoxidil, podem ajudar, desde que o problema seja identificado logo cedo.
Quer saber mais sobre o minoxidil? A Dra. Antonella Tosti trata do assunto do canal Capellux. Dê o play logo abaixo!
Proteger os cabelos da tensão é mais do que uma escolha estética: é uma forma de garantir a saúde e a longevidade dos seus fios. Afinal, o melhor penteado é aquele que combina beleza e cuidado.
Imagine plantar uma árvore em um solo infértil, cheio de detritos e sem nutrientes suficientes. Difícil imaginar que ela cresça forte e saudável, certo?
Similarmente, é o que acontece com o couro cabeludo: ele é a base de todo fio de cabelo, e qualquer descuido nessa região pode comprometer o crescimento, a qualidade e até mesmo a durabilidade dos fios.
Por incrível que pareça, o couro cabeludo costuma ser negligenciado na rotina de cuidados capilares.
Por vezes, muitos focam apenas nos fios, esquecendo que problemas como oleosidade excessiva, acúmulo de resíduos de produtos e até inflamações no couro cabeludo são fatores decisivos para a saúde capilar.
De acordo com um estudo publicado no International Journal of Trichology (2018), um couro cabeludo desequilibrado — seja por excesso de sebo, resíduos ou falta de limpeza — prejudica diretamente o ciclo de crescimento dos fios, resultando em quedas excessivas e fios enfraquecidos7.
Além disso, o acúmulo de resíduos pode obstruir os folículos capilares, causando inflamações e até doenças como foliculite.
Outro fator importante é o microbioma do couro cabeludo, uma comunidade de microrganismos que protege contra bactérias e fungos prejudiciais.
Quando esse equilíbrio é rompido, problemas como caspa e dermatite seborreica se tornam mais comuns, interferindo diretamente na saúde dos fios.
Uma prática tradicional do Marrocos mostra como o cuidado capilar adequado pode ser simples.
Há pelo menos doze séculos, os berberes utilizam rhassoul ou ghassoul, uma argila natural das montanhas Atlas e rica em magnésio, cálcio, silício, ferro, potássio e sódio, para manter o couro cabeludo livre de impurezas.

Lave os cabelos com a frequência certa para o seu tipo de cabelo. Evite produtos com ingredientes que possam obstruir os poros, como silicones insolúveis, e capriche no enxágue.
Assim como os fios precisam de hidratação, o couro cabeludo também se beneficia de ativos ricos em nutrientes que promovem a saúde capilar desde a raiz. Os germinados de soja e trigo são verdadeiros aliados nesse cuidado.
Ricos em aminoácidos, vitaminas e minerais, esses ingredientes naturais ajudam a fortalecer os folículos capilares, estimulam o crescimento saudável e aumentam a resistência dos fios.
Fique atento a sinais de alerta, como coceira persistente, vermelhidão ou excesso de descamação. Esses sintomas podem indicar problemas mais sérios, como psoríase, dermatite e foliculite decalvante, que requerem avaliação de um dermatologista.
Agora que você conhece os 7 erros mais comuns no hair care, sabe que pequenos ajustes no dia a dia podem trazer resultados surpreendentes, devolvendo o brilho, a força e a vitalidade que seus fios merecem.
Lembre-se: o cabelo é uma extensão de quem você é. Não se trata apenas de aparência, mas de se sentir bem, confiante e alinhado com sua melhor versão. Mais do que corrigir hábitos, é sobre criar uma relação de cuidado e respeito com o seu corpo.
Que tal começar hoje?
Nutrindo da raiz às pontas, nossos produtos são desenvolvidos para revitalizar não só os fios, mas também o couro cabeludo!

1. É possível recuperar um cabelo muito danificado ou só cortando?
Depende do nível de dano. A fibra capilar não se regenera, mas pode ser estabilizada. Danos superficiais (ressecamento, porosidade leve, frizz) respondem bem a uma rotina ajustada. Já danos profundos, como corte térmico ou quebra estrutural, não “somem” — o objetivo passa a ser impedir que avancem até o crescimento do novo fio.
2. Quanto tempo leva para o cabelo mostrar melhora depois de corrigir esses 7 erros?
Em geral, os primeiros sinais aparecem entre 2 e 4 semanas, como menos quebra, toque mais macio e fios mais alinhados. Brilho e resistência costumam surgir depois. Crescimento saudável, por sua vez, é um processo de meses, pois depende do couro cabeludo.
3. Cabelo acostuma com produto?
O cabelo não “se acostuma” no sentido biológico, mas pode haver acúmulo de resíduos. Quando isso acontece, o fio responde menos aos ativos. Alternar xampus ou usar os de limpeza profunda periodicamente ajuda a evitar esse efeito.
4. Usar muitos produtos juntos pode atrapalhar?
Sim. O excesso pode causar sobrecarga, dificultar a absorção dos ativos e até deixar o cabelo opaco ou “pesado”. Uma rotina eficiente costuma ser simples e coerente, não extensa.
5. Cabelo oleoso também precisa de hidratação?
Precisa, mas do tipo certo. Oleosidade está ligada ao couro cabeludo; hidratação diz respeito à fibra. Cabelos oleosos frequentemente têm comprimento ressecado por lavagens frequentes ou água quente.
6. Shampoo “sem sulfato” é sempre melhor?
Nem sempre. Sulfatos não são vilões por definição. O problema é o excesso ou a escolha errada para o seu tipo de cabelo e rotina. Em alguns casos, shampoos com sulfatos equilibrados limpam melhor e evitam acúmulo.
7. É verdade que cortar o cabelo faz crescer mais rápido?
Não. O crescimento acontece na raiz, não nas pontas. O corte ajuda a evitar quebra, o que dá a impressão de crescimento mais rápido, mas não altera a velocidade real.
8. Posso usar óleo vegetal puro no cabelo?
Pode, com moderação. Óleos ajudam a reduzir perda de água e frizz, mas não hidratam sozinhos. O ideal é usá-los como complemento, não como único cuidado.
9. Dormir com o cabelo molhado realmente faz mal?
Sim. A fibra fica mais frágil quando úmida e o atrito com o travesseiro aumenta a quebra. Além disso, a umidade favorece desequilíbrios no couro cabeludo.
10. Touca ou fronha de cetim realmente fazem diferença?
Fazem. Elas reduzem atrito, preservam a hidratação e ajudam a manter a integridade da cutícula, especialmente em cabelos cacheados, crespos e quimicamente tratados.
11. Protetor térmico funciona mesmo ou é só marketing?
Funciona, desde que usado corretamente e em quantidade adequada. Ele não “anula” o calor, mas reduz significativamente o dano, especialmente quando aliado ao controle de temperatura.
12. Secar naturalmente é sempre melhor?
Nem sempre. Em ambientes úmidos ou frios, manter o cabelo molhado por muito tempo também pode fragilizá-lo. O ideal é equilíbrio: secagem suave, com distância e temperatura moderada.
13. Cabelo quebrando significa que está caindo?
Não necessariamente. Queda vem da raiz; quebra ocorre no comprimento. Muitas pessoas confundem os dois problemas e tratam errado.
14. Coceira no couro cabeludo é normal?
Coceira ocasional pode acontecer, mas persistência não é normal. Pode indicar ressecamento, acúmulo de resíduos ou condições dermatológicas que exigem atenção.
15. Posso cuidar do couro cabeludo com os mesmos produtos do comprimento?
Nem sempre. O couro cabeludo é pele, não fio. Ele precisa de ativos que respeitem seu equilíbrio, sem obstruir folículos ou causar irritação.
16. Lavar o cabelo todos os dias prejudica?
Depende do tipo de cabelo, couro cabeludo e produtos usados. Para algumas pessoas, lavar diariamente é necessário e saudável. O problema está na forma, não apenas na frequência.
17. Cabelo com química precisa de cuidados diferentes para sempre?
Sim. Mesmo após meses, a parte quimicamente tratada mantém necessidades específicas. Já o cabelo novo tende a ser mais resistente, desde que bem cuidado desde a raiz.
18. Alimentação influencia na saúde do cabelo?
Influencia diretamente, sobretudo no crescimento e na resistência do fio novo. Deficiências nutricionais refletem primeiro no cabelo e nas unhas.
19. Stress pode piorar a condição do cabelo?
Pode. O stress afeta o ciclo capilar, aumenta a inflamação e favorece a queda e o afinamento. Rotina capilar ajuda, mas não substitui cuidado com o corpo como um todo.
20. Quando procurar um dermatologista?
Sempre que houver queda excessiva, falhas, dor, ardência, descamação intensa ou quando ajustes de rotina não trazem melhora após algumas semanas.
21. Existe rotina capilar perfeita?
Não. Existe a rotina que funciona para você, considerando tipo de cabelo, estilo de vida e histórico. O melhor cuidado é aquele que você consegue manter com consistência.
22. Vale a pena investir em produtos mais tecnológicos?
Vale, desde que façam sentido para sua necessidade. Tecnologia potencializa resultados, mas só funciona quando a base (hábitos e rotina) está correta.
Referências bibliográficas:
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